The blog formerly known as "Desejo Nosso"

sábado, 22 de outubro de 2011

Sabem como ...

'Video Killed The Radio Star'?


Também o Facebook matou este blog :(

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ainda bem...

... que não há muito para dizer.
Ao menos posso pôr uma musiquinha.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Que medo....

".... e não comeces a chorar. Senão levas uma palmada e depois choras com razão!!!"



Às vezes faço-me lembrar a minha mãe :(

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Cara Kitty,

Acabaste de assinar a tua sentença de re-adoção grrrrrrrrrr...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pause… and rewind!

Passam-se coisas na vida da minha filha, que eu não tenho conhecimento.

Não costumava ser assim.

Quando a ia buscar à avó, eu tinha um relatório completo do que ela tinha feito nesse dia.

Agora vem com coversas tipo:

- "A Matilde da sala 3 também tem umas cuecas da Kitty."  (como é que tu sabes disso?)

- "Estou com saudades da Renata". (mas quem é a REnata?)

- "Mãe posso ir a casa da Leonor R."? (agora também sabes os apelidos?)

- "O meu namorado é o Gonçalo." (o quê?? miúda matas-me do coração..)

No dia seguinte, pergunto se brincou com o ‘tal’ Gonçalo, o seu namorado.

- "Não mãe, agora o meu namorado é o Américo!"  (isto não vai acabar bem, não vai não....)



Epá, onde é que isto vai parar??
Já sei, já sei…
Vou ter de me habituar, né?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dos 8 aos 80 em apenas 2 segundos

A minha filha herdou o feitiozinho do pai. É uma florzinha de estufa quando tudo lhe corre de feição, mas de um momento para o outro dá-se um click e tudo se transforma.

Ontem, maravilhada da vida com o chupa que a esperava depois da refeição, comeu a sopa de feijão verde, a carne e metade de uma maçã.. Quando foi buscar o chupa, deixou-o cair e este partiu-se.

De repente, apanha o chupa do chão, enerva-se e manda-o com toda a força contra o espelho da sala *bonk* começando a chorar e a ficar vermelha de raiva.

Eu, ainda incrédula com a força com que ela atirou o chupa, levanto-lhe a voz, ralho com ela, que não pode atirar assim as coisas, puxo da mão atrás, e assento-lha bem assente no rabinho.

Agora, para castigo xixi, cama, já imediatamente.
- Mas mãe…
- Não é ‘mas mãe’, fazer o que eu digo senão ainda levas outra palmada.
- Mas mãe…
- Calou! Estou muito triste contigo, vais já para a cama.
- Mas mãe, desculpa. - diz ela a limpar as lágrimas

Bolas, o que se faz a seguir a ela pedir desculpa?

- ‘Tá bem, a mãe assim já não está triste, mas continuas de castigo e vais para a cama. Eu fico lá contigo e conto uma historinha. (ela estava a morrer de sono, eu sei)

Já deitada, a soluçar, prometeu que não voltava a atirar as coisas, e disse que não queria que ‘tu me tivesses batido no cu’…

És igualzinha ao teu pai… faz asneira, pede desculpa, faz outra asneira, pede desculpa and so on and so on…..

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Azar ao jogo

Acertei UMA estrela no Euromilhões...

Devo ter muita sorte ao amor... devo, devo.

sábado, 24 de setembro de 2011

Entre aspas

"Apetecia-lhe ligar para ele. Saber como estava. Se estava tudo bem na paróquia dele, como corriam as aulas na universidade. E depois, caía em si... e no ridículo da situação. Olá Rafael. Queria saber se estás bem. E os meninos da tua paróquia? Os teus alunos? Olha, ainda te amo.

Toda essa diarreia mental parou com a voz de Francesco que vinha do quarto."
 
 
in A mentira sagrada,  de Luís Miguel Rocha, p.63

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quem diz a verdade não merece castigo?

Como todas as mães experientes sabem e me disseram:

"Ah isso de ficar bem na escolinha é só nos primeiros dias.... Ainda vai haver choro"

E pois, que houve.

Nestes últimos dois dias, lá ficou ela a chorar baba e ranho agarrada a mim, que queria que eu ficasse lá. Primeiro eram 6 minutos, depois pediu 7 minutos mas mesmo assim não me deixava ir embora.
Expliquei-lhe que aquele era o trabalho dela, tal como a mamã tem o seu e o pai também... e lá a convenci. Hoje deixei-a levar uma boneca... e depois de chorar um bocadinho, a professora diz que ela se calou e foi brincar com os colegas.

Quando lhe telefono a perguntar como se portou, ela responde:

- Eu portei-me um bocadinho mal mamã.... desculpa lá!

Epa, eu fico... mas onde é que ela aprende a falar assim?? Quando ela quiser uma boneca eu também lhe vou responder: "Olha, não, desculpa lá!"

A ver se gosta!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Oh pelamordedeus!

Tenho pena que a bonita vila onde resido seja conhecida no país inteiro por coisas como esta e afins....

Até o Malato já se virou para uma concorrente e disse: "Ah é da V. Pinheiro?? Foi lá que começou o Big Brother, sabia??"

Fosgasse... só espero que tanta estupidez* junta, não se pegue!
Ainda quer o desgoverno fazer mais cortes na educação, e depois saem coisas destas.

*burrice, baixaria, pouca-vergonha, vadiagem, jumentada... etc..

Eu, é mais bolos

Cozinhar é, para mim, uma terapia que funciona muito bem.... mas tem de ser bolos e sobremesas. Fazer comer de garfo e faca não me entusiasma muito.

Desde há uns tempos para cá perdi a minha tão típica goludice, e agora prefiro cozinhar a comer.... (é coisa estranha... devo andar doente) de maneira que faço, separo parte para congelar e vou levando durante algum tempo para comer no trabalho.

Este fim de semana fiz a minha sobremesa favorita: tarde de côco, com recheio de côco e cobertura de côco.

Hum.... afinal esta nem chegou ao congelador, estou curada!!! ups :D



Peço desculpa a quem não gosta de côco.. eheheeh

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Coisas que preferia não saber

.. Um utilizador sai da casa de banho da biblioteca.

Normal.

Entra outro utilizador logo de seguida.

O primeiro vira-se para mim e diz:

- Eh-lá.. aquele vai já ficar todo amarelo com o cheiro!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A partir de hoje sou mãe de uma menina grande

1º dia no J.I. (adiante designado por 'escolinha')

Ela acorda antes da hora, de um pulo só levanta-se da cama, toda contente...

- Já filha? Estás com pressa de ir para a escolinha....
Ela ri-se desgarrada, não engana ninguém.

Comeu sozinha, vestiu-se sozinha, deixou-me fazer o penteado de boa vontade (coisa rara nela), quis levar a malinha dela, portou-se sempre bem.

Chegados à escolinha deu um beijinho na professora (é milagre, ninguém consegue arrancar-lhe beijinhos) arrumou as suas coisinhas no cabide e rumou à mesa cheia de tintas, pincéis e canetas coloridas.

Fez o seu nome na folha, pintou as suas mãozinhas, e de um pinote, já estava a explorar a cozinha, os tachos, a cama com bebés...

E eu ali... longe, a olhar para ela, de vez em quando tirando uma foto, ansiando que me viesse dar um beijo de despedida, mas:
-Não te vais embora mamã?

Foi tudo a que tive direito. Despedi-me da educadora, disse adeus à ninocas e dirigi-me para a porta, sempre olhando para trás, a vê-la a brincar no tapete.
Nem de relance ela olhou para mim, nem um olhar de despedida...

Vim com o coração partido.

Por motivos contrários a muitas das outras mães... mas vim.



A esta hora já sei que se portou bem o dia todo, que comeu, brincou e não chorou nem nada.
Eu sei que não faz mais do que a sua obrigação, mas merece uma prenda. Prometi-lhe uma nintendo no Natal...

Oi?? uma Nintendo??

Sim, é uma longa história....

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Hoje apetecia-me voltar uns anos atrás...


Poder renascer,
começar de novo com uma esperança renovada.
Poder dar valor a tudo de bom, que na altura não me apercebi e passou ao lado.

Ter alguém que caminhasse comigo lado a lado, em vez de alguém que me empurrasse para o imprevisto.

Dar mais valor a mim do que aos outros.

Podia voltar uns anos atrás, ou

Só ao dia em que o vi pela primeira vez:

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vénia a Mia Couto

... ou como eu me vejo nesta situação num futuro próximo.


'UM DIA, ISTO TINHA DE ACONTECER' por Mia Couto

"Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Pois não...

Ultimamente

este blog mais parece o muro das lamentações....


Xiça, penico...